Terceiro dia de evento. Fila para entrar, muita gente de novo, mas faz parte!

Tudo isso de gente é o evento e não a estação da Sé.

Vamos ao que rolou hoje: 

  • Fabrício continua sendo a pessoa mais bem vestida da Vizir. Ele parece um lorde inglês. Cavalheiro que é, tem até um lenço em seu bolso. 
Fabrício em traje de gala. André e Antonio estavam do jeito de sempre.
  • Tony Blair participou de um painel chamado “None left behind: Making tech work for the many”. Neste painel abordaram como a tecnología pode ser inclusiva e revolucionar regiões. E como pessoas que não tem acesso a ela são “deixadas para trás” nesta evolução. Falou-se bastante sobre a política no mundo onde o populismo de direita e esquerda tomaram conta e não se fala de coisas importantes. Muitos políticos atualmente discutem como levar a política para que as coisas voltassem a ser como eram no passado, e não abraçar as mudanças e pensar no futuro. Para isso, o governante tem que saber como a tecnología pode melhorar a vida das pessoas. 
Tony Blair falando no WebSummit
  • Uma palestra em que investidores falavam onde pretendem colocar o dinheiro deles em 2020. Os grandes casos de startup e de investimentos na Europa (e no mundo) foram focados em soluções voltadas ao consumidor.  Agora começou uma onda de soluções focadas nas empresas, seja para melhorar uma dor que estas novas empresas gigantes tem ou seja para uma melhoria que afete a todas. Novas indústrias entraram no cenário, com destaque para as de Fintech. 
  • Passando pelo stand do Google, tinha uma palestra que falou sobre a importância de termos momentos de foco. Quando recebemos uma notificação, uma mensagem, estamos condicionados a pensar nela, a reagir. E esta reação acontece dezenas de vezes ao dia. Isto acaba causando efeito em nós.  Na sede do Twitter da Irlanda, celulares foram proibidos em reuniões, só quem apresenta pode carregar um celular para a sala. 
Algumas palestras acontecem no próprio stand, como esta no da Google.
  • Next frontier of Fintechs, o Zach Perret do Plaid. Comentou sobre o cenário de Fintech na Europa, o interessante foi notar que é parecido com cenário brasileiro, com empresas fornecendo os mesmos serviços.
  • CEO da King, empresa que fez o Candy Crush e foi adquirida pela Activision. O jogo já tem 7 anos e é o jogo com mais sucesso no Android. Mais de um bilhão de pessoas já tocou no jogo. Quando perguntado porque o jogo é tão grande, ele credita a base por terem formado uma audiência incrível e ter se dedicado a preservá-la. Ele cita algumas iniciativas para isso: 
    • Balanço entre desafio e diversão. 
    • Enfrentar a dificuldade de manter uma base de usuários. Focar em inovação e obsessão na experiência dos jogadores. 
    • Tentam surpreender quem entra no app, criando detalhes novos e mudando um pouco os gráficos.  Mas isto é arriscado, porque quando muda, pode desagradar alguém. 
  • Como as companhias de tecnologia podem reconquistar nossa confiança. O CEO da Edelman, maior assessoria de imprensa do mundo deu esta palestra. Com todos os problemas de privacidade de dados e envolvimento de redes sociais em eleições, as empresas de tecnologia tem que ter cuidado com sua imagem. A pirâmide de informação inverteu. Os empregados começaram a escolher onde trabalhar, que valores seguir. Todos estes valores são esperados das empresas, porque ninguém confia nos governos. 

Mas se eu não sou um dono de empresa e sou um funcionário, o que posso fazer: garantir que mulheres serem decentemente tratadas, tenha uma empresa diversa, privacidade de dados e usando tecnologia para o bem

E a melhor forma de estimular estas ações é que 2/3 dos consumidores só vão comprar de marcas que se posicionam, que tenham um comportamento consistente. A empresa deve ter valores globais mas com marketing local. 

  • Durante um papo sobre big data, comentaram de dados curiosos da Netflix. Apuraram que quando a pessoa fica procurando por mais de 90 segundos o que assistir, a tendência é que a pessoa desista e não assista nada. Outro dado curioso sobre conhecer sua audiência são os trailers de séries. Eles fazem mais de uma versão do trailer, para direcionar para diferentes tipos de usuários.  
  • No final do dia ocorreu a semifinal da competição de startups, as 3 classificadas para a final foram: BeRightBack, Nutrix e Banjo Robinson
  • Uma das coisas bacanas do evento é caminhar dando uma olhada pelas diferentes startups, ideias e empresas:
    • Hugo.team: o propósito é conectar notas de reunião. Juntar Trello, Jira, Slack e afins. 
    • 7waves: um aplicativo para mensurar objetivos pessoas e corporativos. Eles são brasileiros e estão apresentando no de startup. 
    • Vectorly: uma ferramenta na área de startups, desenvolvida por uma empresa russa que pode encaixar bem na nossa matriz de conhecimento do Buddy. Ele vai fazer uma demo para nós na semana que vem.  
  • Rola umas propagandas piratas durante o evento. A pessoa discretamente vai deixando uns folders sobre as cadeiras e mesas para lanche. Uma propaganda de um aplicativo meio estranho é este aqui: tutch.me. O objetivo do app é fazer vídeo-chamadas tocando a pessoa. : (
OFF-TOPIC: E no fim do dia tinha um arco-íris