Desde de 2014 temos apoiado a comunidade Node.js no Brasil, disponibilizando nosso escritório para o meetup de março daquele ano, e o de dezembro de 2015. E agora ajudando na primeira NodeConf, que está sendo realizada em São Paulo, como um dos patrocinadores.

Node.js é uma realidade em muitas empresas, alguns delas clientes nossos, onde vem tendo um papel fundamental por te encaixado como a tecnologia ideal para os desafios que elas enfrentam. Por isso a nossa participação é algo natural, afinal, antes de sermos uma Software Studio, somos um bando de apaixonados por tecnologia. 🙂

Mas chega de lenga-lenga, e vamos para as nossas impressões do primeiro dia da NodeConf!

A organização do evento em geral foi boa. Especialmente se lembrarmos que praticamente foi feita por apenas duas pessoas, o Alan e o Marcos. Alguns detalhes que poderiam ter sido melhores foram a falta de WiFi e o coffee-break poderia ter sido um pouco melhor, com mais opções. Mas a parte de infra, como microfones e projetor, funcionou muito bem. Em geral, como dissemos, a organização funcionou bem, embora sejamos suspeitos para falar pois conhecemos bem o Alan e o Marcos, que fizeram um trabalho foda, afinal um evento desse porte geralmente é realizado por dezenas de pessoas. Seria legal no próximos termos mais pessoas ajudando na organização, para evitar sobrecarregarmos só alguns, e assim termos menos problemas.

A abertura do evento foi feita pelo Alan, que contou um pouco da história para realizar a primeira NodeConf no Brasil, uma conquista da comunidade brasileira. Em seguida, o Filipe Silva fez uma palestra com o tema “Seu código não é seu” onde deixou a mensagem de que o desenvolvedor precisa ser responsável pelo seu código, argumentando que ele não é seu, e que outros desenvolvedores irão utilizá-lo. Também vale destacar o que ele falou sobre como lidar com as dependências do npm, citou algumas boas praticas a seguir antes de escolher uma lib, incluindo o excelente npm.anvaka.com, que permite visualizar o grafo dependências entre as libs.

Itacir Pompeu focou no reuso de código JavaScript em várias plataformas, possível graças ao Node.js, e contou um pouco da sua experiência fazendo aplicações full-stack com JavaScript usando Electron e Apache Cordova. Algo interessante apresentado foi o Johnny Five, que é uma lib de baixo nível para aplicações IoT (Internet das Coisas). Já o Alberto Souza falou sobre o We.js, framework MVC criado por ele. Apresentou detalhes de como o framework funciona com alguns comandos e no final fez um live action.

Um dos pontos altos do dia foi a talk feita pelo Ivan Seidel que fez uma das melhores introduções a redes neurais que poderiam ser feitas em uma hora, passando por conceitos básicos e pela implementações em NodeJS de cada uma das partes necessárias para que tudo funcionasse. O projeto que o Ivan utilizou para demonstrar todos esses conceitos foi o IAMDinosaur, projeto desenvolvido por ele que aprende através de algoritmos genéticos como se jogar aquele joguinho clássico do Google Chrome que aparece em alguns dos momentos mais tristes de nossas vidas (quando não temos conexão de internet). Acredite, o IAMDinosaur joga bem melhor que muita gente. Inclusive ele fez um vídeo sobre.

A palestra “Gerenciando o fluxo assíncrono de operações em NodeJS” do Erick Wendel apresentou alguns conceitos de programação assíncrona, começando com callbacks e depois ensinou como usar promises, tudo “codando” na hora. Foi uma boa oportunidade para os iniciantes em Node, evitarem o callback hell.

Outra palestra que gostamos bastante foi a do Emerson Macedo, da Globo.com, que falou com muita propriedade (afinal, desde 2010 está antenado no mundo Node.js), sobre o nascimento e evolução do Node.js, desde do primeiros commits do Ryan Dahl, até a consolidação e apoio de grandes empresas. Passando pela ruptura que teve, quando nasceu o Io.js, e depois a criação da Node Foundation. Além disso compartilhou algumas opiniões bem legais, e que alguns dos Vizires compartilharam:

  • Node.js é excelente para aplicações que usam muito IO;
  • Não usar Node.js para aplicações que fazem muito uso de CPU;
  • Para aplicações monolíticas, o Django/Rails ainda é a melhor opção.

O Guilherme Souza falou sobre um assunto pouco abordado na comunidade, a estrutura de aplicações Node.js, mostrando a experiência que eles estão tendo no Sprinklr, que possuem uma grande codebase em Node. A estrutura apresentada segue bastantes conceitos do DDD e pode ser vista no github, aliás, o Guilherme mitou, publicando 3 projetos open sources durante a palestra: Nodebase – um boilerplate para aplicações em Node; o ResSendr – uma abstração pra tratar responses e o Speck – para criar entidades com validação baseada no React propTypes.

Na última talk o Adam Bretz, core committer do Hapi.js, deu uma visão geral sobre o desenvolvimento e a estrutura modular do Hapi. Passando uma rápida visão sobre o histórico do projeto e passando pelos seus principais módulos e contando a divisão que ocorreu na versão 9, que modularizou o framework, para deixar ainda mais configurável o framework. Foi uma palestra muito boa, principalmente para aqueles que não conheciam o Node.js.

E assim se encerrou o primeiro dia da NodeConf! Fica ligado, que amanhã iremos fazer o resumo do segundo dia.

Para conferir mais sobre Node.js, estamos fazendo uma série sobre. 🙂