Sabe quando você lê uma publicação em algum lugar e aquela meia dúzia ou mais de parágrafos fazem todo o sentido para a sua realidade? Então, foi exatamente isso que aconteceu comigo ontem. E o lugar foi o blog do Seth Godin, e a meia dúzia de parágrafos foram do artigo “Gardens, not buildings”.

Basicamente o Seth fala que os projetos começam geralmente como construções, onde focamos na parte mais funcional/prática do projeto. Porém grandes projetos, assim como grandes carreiras e relacionamentos, estão mais para jardins.

Esse simples “shift” na mentalidade, reflete muito como as coisas funcionam aqui na Vizir. E quando falo de “projetos”, falo tanto de projetos de software mesmo, e onde para ser grande, não precisa necessitar de metade do nosso time alocado, mas também falo das relação nossa com o nosso time e clientes.

Como uma Software Studio, a vida seria “fácil” se nossa responsabilidade fosse apenas entregar softwares com qualidade. Nossa responsabilidade vai além, e fazer conexões e manter-las é um dos grandes desafios nossos, e foi o que fez a gente completar 3 anos, e vai ser o que vai fazer a gente completar décadas.

Além de entregar software, é necessário quebrar aquele galho para um cliente que te liga às 9 da noite, solicitando uma mudança, e você tem que passar a noite/madrugada em claro para atender a demanda; é necessário saber discutir, e até discordar do cliente, quando ele está equivocado sobre algum ponto de seu produto; é preciso ser proativo, pegar o projeto como seu; é preciso ser transparente e honesto; etc.

E todo o time precisa ter essa postura, a relação com o cliente não fica restrita entre o gerente de projeto e o cliente, afinal, a imagem da Vizir é transmitida por cada pessoa do nosso time.

Parece óbvio tudo isso, e realmente é, mas na prática não é isso que vemos por aí. Isso porque na minha opinião, as pessoas estão cada vez mais focando a curto e médio prazo, mais preocupadas com os resultados, do que com a relação. E isso se reflete nas empresas.