Quando começamos a Vizir há 2 anos atrás, André, Fabricio e Eu fizemos como todo mundo que começa com o sonho de virar o próximo Zuckerberg. Quebramos a cabeça para inventar um produto, vislumbrando todas as vantagens de ter um produto vencedor (escalabilidade da empresa, desenvolver um software legal seguindo todas as melhores práticas e tecnologias dentre outras). Mas está ilusão durou apenas 6 meses, até o dia que vimos que só tínhamos reservas financeiras para mais 3 meses de custos pessoais (afinal usávamos nossas já escassas reservas pessoais). Foi neste momento que resolvemos mudar o foco da empresa para fazer o que fazemos como poucos: resolver problemas de outras empresas desenvolvendo sistemas sob medida.

Naquele momento para mim principalmente era apenas uma fase para reabastecer as reservas e tentarmos um novo produto no futuro (sempre fui meio avesso a consultoria), mas para o André este era um caminho legal, ele sempre considerou consultoria um modelo de negócio interessante. Esta decisão foi em janeiro de 2011, e naquele momento sabíamos apenas que precisávamos desesperadamente faturar para continuar o sonho de ter uma empresa de tecnologia.

Mas e aí qual estratégia adotar para prospectar projetos? Somos todos técnicos e não tínhamos ideia de como fazer. Fizemos a coisa mais óbvia possível, entramos em contato com todos amigos falando que tínhamos mudado o foco da empresa e estávamos procurando projetos para trabalharmos e passamos a considerar qualquer oportunidade sem deixar passar nada.

O nosso primeiro cliente deste novo momento foi o Instituto Paulo Freire, o qual conhecemos através de um post do @vatsu no Guru-SP, procurando desesperadamente por no mínimo 3 desenvolvedores Rails para um trabalho durante um final de semana e pagavam módicos R$35,00 por hora (o valor mínimo que qualquer consultoria cobrava era R$70,00 por hora).

Por este valor, aposto que quase ninguém respondeu o post. Mas como tudo era oportunidade para nós, respondemos, pegamos o projeto em uma quinta-feira e entregamos na segunda trabalhando o final de semana inteiro. A partir deste pequeno projeto, conseguimos outros no IPF e criamos uma parceria forte com o instituto. Hoje temos 3 pessoas trabalhando full time em projetos do Instituto Paulo Freire.

Hoje somos 10 pessoas (logo seremos 12) respirando tecnologia diariamente, e hoje posso dizer que o negócio de consultoria nos permitiu trabalhar em mercados diversos (Financeiro, Turismo, Terceiro Setor, Telecom, Seguradora, etc.) e  utilizando as mais diversas tecnologias (Rails, Java, .Net, PHP, etc.).

Por conta desta pluralidade de desafios e tecnologias, formamos uma equipe de profissionais mais completos, que conhecem muito de tecnologia, entendem a  realidade de nossos clientes e do negócio.

Não desistimos de ter os nossos próprios produtos, mas isso não posso falar muito ainda, fica para um próximo post.

Abraços,

Antonio Anderson Souza